O Brasil é o terceiro colocado no ranking global de infecções por malwares de espionagem, um tipo de infecção que cresceu 373% em todo o mundo apenas entre janeiro e agosto de 2019. De acordo com os dados da Kaspersky, nos oito primeiros meses do ano foram mais de 518 mil casos desse tipo registrados por seus softwares de segurança, sendo 10,4% deles em nosso país.
A Rússia é o país com o maior número de usuários atingidos, concentrando 25,6% do total. Em segundo lugar vem a Índia, com 10,6%, e depois o Brasil (10,4%). Os Estados Unidos estão apenas na quarta colocação, com 7,1%. Na Europa, as três primeiras colocações foram ocupadas por Alemanha, Itália e Reino Unido.
As pragas, chamadas de stalkerwares pelos especialistas, são voltadas para o roubo de registros de mensagens, ligações, fotos e localização dos usuários. A diferença delas para os spywares convencionais, segundo a Kaspersky, é que estes são softwares instalados por gente conhecida como uma forma de seguir os passos de uma pessoa específica, sem que as informações sejam usadas em golpes e fraudes. O crescimento também mostra um interesse maior de hackers pela criação desse tipo de aplicativo, que pode ser vendido ao consumidor final por valores de, em média, US$ 7 por mês.
Fonte: Kaspersky