O Infostealer entrou no chat

Um novo ataque de infostealer que combina a técnica ClickFix com um chat compartilhado contendo guias de usuário maliciosos no site oficial do ChatGPT

Infostealers, malwares que roubam senhas, cookies, documentos e/ou outros dados valiosos de computadores, tornaram-se a ameaça cibernética de crescimento mais rápido em 2025. Trata-se de um problema grave para todos os sistemas operacionais e todas as regiões. Para espalhar a infecção, os criminosos usam todo tipo de artifício como isca. Como era de se esperar, as ferramentas de IA se tornaram um dos mecanismos de atração favoritos deles neste ano. Em uma nova campanha descoberta por especialistas da Kaspersky, os invasores direcionam suas vítimas a um site que supostamente contém guias do usuário para a instalação do novo navegador Atlas da OpenAI para macOS. O que torna o ataque tão convincente é que o link da isca leva ao site oficial do ChatGPT! Mas como?

Para atrair vítimas, os agentes maliciosos colocam anúncios de pesquisa pagos no Google. Se você tentar pesquisar “atlas chatgpt”, o primeiro link patrocinado pode ser um site cujo endereço completo não é visível no anúncio, mas está claramente localizado no domínio chatgpt.com.

O título da página na lista de anúncios também é o que você esperaria: “ChatGPT™ Atlas para macOS – Baixar ChatGPT Atlas para Mac”. E um usuário que deseja baixar o novo navegador pode muito bem clicar nesse link.

Fonte: Kaspersky

Novo golpe do WhatsApp pode ter usado IA para roubar senhas bancárias

Trend Micro aponta indícios de inteligência artificial (IA) em novo ataque que se espalha pelo WhatsApp Web.

Pesquisadores de segurança alertam para uma nova evolução de ataques cibernéticos que utilizam o WhatsApp como principal vetor de disseminação e que podem ter contado com o apoio de inteligência artificial (IA) para se tornarem mais sofisticados. A análise foi divulgada pela empresa de cibersegurança Trend Micro, que identificou fortes indícios de uso de IA na atualização de um malware voltado especialmente a usuários brasileiros, capaz de enganar antivírus e roubar senhas bancárias.

O ataque é uma versão aprimorada de um vírus conhecido como Sorvepotel, detectado inicialmente em outubro. Assim como na campanha original, a ameaça se espalha por meio do WhatsApp no PC com Windows, assume o controle da conta da vítima e envia automaticamente o arquivo malicioso para seus contatos, ampliando o alcance do golpe. A nova variante, no entanto, apresenta mudanças relevantes em sua estrutura técnica e em sua capacidade de evasão.

Fonte: Trend Micro

Novo malware Vigilante, só ataca computadores usados em downloads de software pirata.

Enquanto a maioria dos malware servem para roubar informação ou atrapalhar a vida dos utilizadores comuns, o Vigilante apenas ataca quem descarrega software pirata.

A equipa de pesquisa da SophosLabs acaba de anunciar a descoberta de um dos malwares mais fora do comum de sempre: arquivos infectados que denunciam as pessoas que descarregam software ilegalmente, o mesmo malware também bloqueia o acesso a sites de downloads piratas. Este malware já está presente em vários sites de software pirata.

A SophosLabs chamou a este novo malware ‘Vigilante’, que é instalado quando se tenta usar um arquivo baixado ilegalmente e que o utilizador pensa ser software pirata. Assim que é ativado, o malware envia o nome do arquivo que foi executado para um servidor controlado pelo atacante em conjunto com o endereço IP do computador que foi infectado. Para completar, o Vigilante tenta modificar o software no computador atacado para que deixe de ser possível aceder a mais de 1000 sites com software pirata.

Fonte: SophosLabs

Maior vazamento de senhas da internet expõe mais de 68 mil credenciais do governo brasileiro

Das 3,28 bilhões de senhas expostas, 1,5 milhão são de e-mails governamentais, sendo que os Estados Unidos é o país mais afetado, com mais de 625 mil senhas de e-mails ligados ao governo dos EUA. Além dos EUA, muitos outros países também foram afetados, como o Reino Unido, Austrália, Brasil, Canadá, África do Sul, México, França e outros.

Analisando os e-mails do governo brasileiro, a Syhunt identificou que o banco estatal, CAIXA, é a instituição mais afetada no vazamento, com mais de 2 mil senhas expostas. Veja abaixo a relação das principais vítimas brasileiras:

Fonte: Syhunt

Brasil é líder mundial em vazamento de dados de cartões

O Brasil lidera um ranking de 65 países de vazamento de dados de cartão de débito e crédito. Em 2020, o país contabilizou 45,4% do total de 2.842.779 cartões expostos detectados pela empresa de cibersegurança Axur, ficando 10 pontos percentuais à frente do segundo colocado, os Estados Unidos.

O levantamento da empresa mostra ainda que das 10 instituições financeiras com maior volume de dados vazados, sete são brasileiras. A identificação da empresa pode ser feita pelos seis primeiros dígitos de um cartão de crédito ou débito, o Bank Identification Number (BIN).

Fonte: Metrópoles